[Fronteiras] Senegal - Guiné-Bissau
As três principais fronteiras para entrar na Guiné-Bissau vindo do Senegal são:
S. Domingo, mais junto ao litoral, para quem vem de Ziginchor;
Farim, situada mais ou menos a meio do país, uma boa opção mesmo para quem vem do interior pois a estrada está melhor que a de Pirada;
Pirada, a mais no interior da Guiné, boa opção para quem contornou a Gâmbia por Tambacounda, e quer por à prova as suas capacidades de condução TT.
Nós usamos a de Pirada, pois já estávamos fartos de ser burlados pela policia senegalesa por causa da falta do extintor, e vínhamos de Tambacounda uma vez que contornamos a Gâmbia
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Quem vem de Tambacounda, deve cortar à direita em direcção a Kolda. Aproximadamente 93km depois chega a Vélingara, onde se corta à esquerda em direcção a Diaoubé. São mais 35km até ao corte para Wassadou, a povoação fronteiriça. Não há indicação nenhuma neste cruzamento (12º54′49,33”N , 14º08′18,80” W). Trata-se de uma pista de terra batida que se inicia por entre as casas. A zona é bastante movimentada e pode-se sempre perguntar a alguém se é por ali a estrada para a Guiné-Bissau. Seguem-se 20km de pista em bom estado (bastante melhor que muitas estradas de alcatrão) até Wassadou.
O posto fronteiriço (12°44′48.35″N; 14° 9′26.22″W) assemelha-se a uma portaria onde são feitas as formalidades de saída. Uma corrente tapa um caminho que parece apenas o acesso a uma propriedade.
Quando chegámos, a meio da manhã, os guardas estavam a descansar à sombra de umas árvores. Lá houve um que se dignou de levantar e ir à casa, onde verificou os carimbos da entrada, verificou a autorização de circulação da viatura, carimbou a saída, registou no caderno e cobrou 1000CFA a cada um.
Aberta a cancela seguimos por mais 9km de pista até Pirada
À semelhança da saída do Senegal, também aqui uma cancela guarda a entrada. Paramos o carro e um guarda vem abri-la. Paramos o carro do lado direito junto à “portaria” onde pagamos 1100CFA, não sei muito bem para que. Deve ser pela abertura da cancela…
Dirigimos-nos então a uma casa do outro lado da estrada onde são feitas as formalidades. São verificados os vistos trazidos de Portugal (ou o cartão de residente num dos casos). São carimbados e registadas as entradas.
O ambiente deste posto fronteiriço é super descontraído, e os funcionários extremamente atenciosos. Parece um café. Como é quase hora de almoço, ali mesmo está alguém a preparar a comida, enquanto outros vêm TV.
Falta agora o caso do veículo. Perguntam-nos se o carro vai ficar ou se vamos regressar nele. A verdade é que é para ficar, mas para evitar problemas respondemos que vamos regressar nele. Nesse caso, dizem, devemos dirigirmos ao serviços alfandegários em Gabú. Como quem não quer a coisa, pergunto como devíamos fazer se o carro fosse para ficar. Dizem que nesse caso teria de ir para avaliação para Bissau e mais um monte de trapalhadas, mas que se mudarmos entretanto de ideias e o quisermos deixar podemos tratar disso depois. Dirigimos-nos portanto a Gabú, trataremos desses problemas depois.
Dizem-nos que o caminho até Gabú, está péssimo, que termos sérias dificuldades em lá chegar. E é verdade. Os 50km que separam a fronteira da cidade são quase todos feitos em 2ª velocidade e certos troços pouco devem a um percurso de trial TT. Pelo caminho apenas nos cruzamos por algumas Peugeot 504/5 (7 places) e dois camiões. As pessoas por que passemos olham-nos com espanto.
Algumas horas depois chegamos finalmente a Gabú. O edifício das duanas é logo à chegada do lado esquerdo (12°17′2.46″N; 14°12′59.70″W). Paramos o carro e dirigimos-nos lá com os documentos. Mais uma vez somos extremamente bem recebidos. Após alguma conversa lá vem o papel que nos autoriza a circular com o carro pela Guiné, sem ser necessário nenhum pagamento.
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